sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A voz

A voz que tenta evitar
é um grito que chama em segredo
fora do lugar
é inútil perceber
fora do lugar
estranha surdez

medo medo medo medo...

Com outra lingua imaginária,
que no fim não sabe o que diz no fim.

A voz que nasce sem poder falar
ganha a pele suja de outro ser
assassina e santa
ganha as alturas
assassina e santa
ganha as alturas...

Com outra lingua imáginaria
que no fim não sabe o que diz no fim.

A voz do medo é o silêncio.


Para ouvi a voz na versão acústica é só clicar
http://www.myspace.com/bandanicless
obrigado!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

video
"Ninguém é sério com 17 anos..." Arthur Rimbaud

Sete chaves

Em outra vida
ou outro lugar
talvez não seja assim.
Existe algo a perder,então o que está acontecendo comigo,
os tempo são dificeis,quando nada faz sentido.

Quero sentir algo novo,porque o vento e a chuva
já não sabem,
eles apenas vão e vem
e tudo desaparece e eu vejo.

Não sei qual o caminho,não conheço nenhum plano.
Se tudo parece tão vazio,se tudo parece tão insano(estranho).

Se eu pudesse eu guardaria
o meu coração à sete chaves.
Ando tão distante de mim mesmo
e é duro de explicar,
quando até a minha sombra parece q não quer
me acompanhar...

Não sei qual o caminho,não conheço nenhum plano,
se tudo parece tão vazio,se tudo parece tão insano(estranho).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Concreto e um verso pra não rimar

Aviões projetam escadas para suas subidas.
Lâmpadas,lamparinas acendem a luz da vida...

Cimento e tédio tomam formas definidas.

Aviões disputam seus lugares no saudoso céu cinza.
Casas,buracos são ninhos de ratos...

E o amor é de concreto,e a parede é invisível.


.............



Sobre a modernidade paira o ar
que não se respira facilmente.

Pairam carros,sombras e sobras.

Paira o sol e o asfalto,
a tela e o vírus.

A palavra que voa, a conotação que aparece
sem entendimento certo.

Pairam muros e portas
fechadas do mesmo modo
sufocando eras e eras na história,
que muda as horas
e continua sempre a mesma.



Kilrio Farias

concreto

sábado, 3 de janeiro de 2009



Da relva e do concreto
nascem os homens.

Eu sou
relva e concreto.

Visto de longe,
sou nuvem.

No delírio escondido,
pedra e facão.

Na vaga luz dos cantos
também escureço.

Na sombra gelada do sol
faço nascer canções.

Quem tem seus ouvidos entre os abismos, ouve.

E no eterno intervalo,
sinto-me satisfeito.

Kilrio Farias